Plano de saúde pode negar internação psiquiátrica?
Não. O plano não pode recusar internação psiquiátrica pelo simples fato de o diagnóstico ser de saúde mental, nem estabelecer um número máximo de dias. O art. 12, II, "a", da Lei 9.656/1998 é expresso ao vedar limitação de prazo, valor máximo e quantidade nas internações hospitalares cobertas.
Entenda em detalhe
Não. O plano não pode recusar internação psiquiátrica pelo simples fato de o diagnóstico ser de saúde mental, nem estabelecer um número máximo de dias. O art. 12, II, "a", da Lei 9.656/1998 é expresso ao vedar limitação de prazo, valor máximo e quantidade nas internações hospitalares cobertas.
O que a jurisprudência já pacificou
- A Súmula 302 do STJ declara abusiva a cláusula que limita no tempo a internação hospitalar do segurado
- A Súmula 608 do STJ confirma a aplicação do CDC aos contratos de plano de saúde, salvo autogestão
- A Lei 10.216/2001 assegura tratamento em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis
- Quem define a necessidade e a duração da internação é o médico assistente
A negativa disfarçada
É comum a operadora autorizar os primeiros dias e, depois, comunicar que "acabou a cobertura" ou que a partir dali haverá coparticipação alta o suficiente para inviabilizar a permanência. Cobrança que na prática empurra o paciente para fora da internação é a mesma limitação vedada, apenas com outro nome. Registre cada comunicado.
O que reunir
- Relatório do psiquiatra com CID, quadro atual, risco em caso de alta e tempo estimado
- A negativa por escrito ou o aviso de interrupção, com protocolo
- Boletos e demonstrativos, se passou a haver cobrança extra durante a internação
Havendo risco de alta forçada, o pedido de tutela de urgência costuma ser o caminho, porque a reclamação administrativa não impede a saída no dia seguinte. Peça a documentação antes da alta: depois de o paciente sair, provar o risco fica bem mais difícil. O resultado depende das provas do caso.
Esta resposta tem caráter informativo e trata da regra geral. Cada caso tem particularidades de fato, prova e prazo que podem mudar completamente o resultado — por isso, antes de decidir, vale uma análise da sua situação concreta.
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A Martinhago Advocacia faz a análise inicial do seu caso sem compromisso e diz, com franqueza, o que é possível e o que não é — inclusive quando o caminho não é processo.
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