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Erro médico

Que provas são necessárias em casos de erro médico?

1 min de leitura Revisado em 02/09/2026 Revisado por advogado
Resposta rápida

O prontuário médico completo é a prova central e é seu por direito. Somam-se a ele exames, laudos, receituários, notas fiscais, fotografias da evolução e testemunhas. A perícia judicial costuma ser determinante para demonstrar o nexo causal.

Entenda em detalhe

Caso de erro médico se ganha ou se perde na prova técnica. Reunir bem a documentação antes de ajuizar não é detalhe, é o que define a viabilidade.

O prontuário

É o documento mais importante: registra a anamnese, a evolução, a prescrição, a descrição cirúrgica, a ficha anestésica e as anotações de enfermagem. Ele pertence ao paciente, que tem direito à cópia integral mediante requerimento escrito. Havendo recusa, cabe o pedido de exibição de documento ao juiz, na forma do art. 396 do Código de Processo Civil.

Peça a cópia o quanto antes e com protocolo. Prontuário obtido tardiamente às vezes chega incompleto, e a falta justamente da descrição cirúrgica ou da evolução do dia do evento enfraquece o caso.

O restante do conjunto probatório

  • Exames de imagem e laboratoriais, antes e depois do procedimento;
  • Laudos e relatórios de quem atendeu depois — a segunda opinião documentada tem muito peso;
  • Notas fiscais e comprovantes dos gastos decorrentes, para o dano material;
  • Fotografias datadas da evolução, especialmente em dano estético;
  • Termo de consentimento informado — sua existência, sua ausência ou sua generalidade são todas relevantes;
  • Testemunhas e mensagens trocadas com o profissional ou com a clínica.

A perícia judicial

Na maioria dos casos é ela que decide. O perito examina o prontuário e responde a quesitos sobre a adequação da conduta e o nexo causal, e é possível acompanhá-lo com assistente técnico próprio. Sendo o caso relação de consumo, cabe pedir a inversão do ônus da prova do art. 6º, VIII, do CDC diante da hipossuficiência técnica do paciente.

O que não fazer

Não assine termo de quitação ou acordo oferecido pela clínica sem orientação jurídica: ele pode extinguir o direito de discutir o caso depois.

Esta resposta tem caráter informativo e trata da regra geral. Cada caso tem particularidades de fato, prova e prazo que podem mudar completamente o resultado — por isso, antes de decidir, vale uma análise da sua situação concreta.

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