Objeto cirúrgico esquecido dentro do paciente gera responsabilidade?
Sim, e é um dos casos mais claros de responsabilidade em erro médico. Compressa, gaze, pinça, agulha ou fio deixados no corpo caracterizam falha grave do serviço, sem justificativa técnica possível — nenhum procedimento prevê que material permaneça no paciente.
Entenda em detalhe
Sim, e é um dos casos mais claros de responsabilidade em erro médico. Compressa, gaze, pinça, agulha ou fio deixados no corpo caracterizam falha grave do serviço, sem justificativa técnica possível — nenhum procedimento prevê que material permaneça no paciente.
Por que a demonstração é mais simples aqui
O hospital responde objetivamente, na forma do art. 14, caput, do Código de Defesa do Consumidor: não é preciso apontar quem errou dentro da sala. A contagem de compressas e instrumentos é procedimento padrão da equipe de enfermagem, e sua falha é do serviço como um todo.
O objeto encontrado em exame de imagem é, ele próprio, prova material do dano — situação incomum em erro médico, onde a prova costuma depender de interpretação pericial.
O que costuma ser indenizado
- Dano moral, pelo sofrimento e pela nova cirurgia a que o paciente é submetido
- Dano material, com as despesas da reoperação, medicação e tratamento de infecção
- Lucros cessantes, pelo período adicional de afastamento
- Dano estético, quando a nova intervenção deixa cicatriz
Sobre o prazo — atenção ao marco inicial
O prazo de cinco anos do art. 27 do CDC conta do conhecimento do dano e de sua autoria, não da data da cirurgia. Em objeto esquecido isso é decisivo: há casos descobertos anos depois, em exame feito por outro motivo, e é da descoberta que o prazo corre.
O que fazer
Preserve o exame de imagem que revelou o objeto e, se houver nova cirurgia, peça formalmente que o material retirado seja guardado e fotografado. Solicite o prontuário das duas internações, incluindo a folha de contagem de compressas.
Esta resposta tem caráter informativo e trata da regra geral. Cada caso tem particularidades de fato, prova e prazo que podem mudar completamente o resultado — por isso, antes de decidir, vale uma análise da sua situação concreta.
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A Martinhago Advocacia faz a análise inicial do seu caso sem compromisso e diz, com franqueza, o que é possível e o que não é — inclusive quando o caminho não é processo.
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