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Erro médico

Falta de acompanhamento no pós-operatório pode ser erro médico?

1 min de leitura Revisado em 02/09/2026 Revisado por advogado
Resposta rápida

Sim. A obrigação do cirurgião não se encerra quando a cirurgia termina. O acompanhamento pós-operatório integra o serviço contratado, e sua omissão configura negligência — hipótese expressa do art. 14, §4º do Código de Defesa do Consumidor para o profissional liberal.

Entenda em detalhe

Sim. A obrigação do cirurgião não se encerra quando a cirurgia termina. O acompanhamento pós-operatório integra o serviço contratado, e sua omissão configura negligência — hipótese expressa do art. 14, §4º do Código de Defesa do Consumidor para o profissional liberal.

As situações mais frequentes

  • Sinal de infecção comunicado e não reavaliado — febre, secreção, dor crescente e vermelhidão relatados sem que o paciente fosse examinado.
  • Médico inacessível após a alta, sem substituto indicado e sem retorno às tentativas de contato.
  • Alta sem orientação escrita sobre sinais de alerta, cuidados com o curativo e data de retorno.
  • Retirada de pontos, dreno ou cateter não realizada no prazo devido.
  • Complicação identificada e tratada tarde, quando a intervenção precoce evitaria a sequela.

O que a norma ética diz

O Código de Ética Médica (Resolução CFM 2.217/2018) veda ao médico abandonar paciente sob seus cuidados (art. 36) e deixar de usar todos os meios de diagnóstico e tratamento cientificamente reconhecidos a seu alcance (art. 32). O hospital, quando o pós-operatório é de sua estrutura, responde de forma objetiva pelo art. 14, caput, do CDC.

O que comprova o abandono

  • Mensagens, e-mails e registros de chamada mostrando as tentativas de contato e a ausência de resposta — este é, na prática, o documento mais decisivo
  • Prontuário do consultório, com os retornos agendados e os comparecimentos
  • Prontuário completo do serviço que acabou socorrendo o paciente
  • Fotografias datadas da ferida operatória em sequência

Prazo

Cinco anos pelo art. 27 do CDC, contados da ciência do dano e de sua autoria — e não da data da cirurgia, o que é relevante quando a sequela só se revela meses depois.

Esta resposta tem caráter informativo e trata da regra geral. Cada caso tem particularidades de fato, prova e prazo que podem mudar completamente o resultado — por isso, antes de decidir, vale uma análise da sua situação concreta.

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