Cirurgia realizada no lado ou local errado é erro médico?
Sim, sem margem para discussão técnica. Operar o lado errado, o órgão errado ou o paciente errado é evento que a literatura médica classifica como inaceitável — não há justificativa clínica possível. A responsabilidade do hospital é objetiva, pelo art. 14, caput, do Código de Defesa do Consumidor.
Entenda em detalhe
Sim, sem margem para discussão técnica. Operar o lado errado, o órgão errado ou o paciente errado é evento que a literatura médica classifica como inaceitável — não há justificativa clínica possível. A responsabilidade do hospital é objetiva, pelo art. 14, caput, do Código de Defesa do Consumidor.
Por que a defesa é particularmente difícil aqui
Existe protocolo mundialmente adotado de prevenção: conferência do prontuário, marcação do sítio cirúrgico na pele do paciente ainda acordado e pausa da equipe antes da incisão para confirmação em voz alta. A falha significa que três barreiras de segurança foram vencidas ao mesmo tempo, o que dificulta atribuir o evento a acaso.
O que costuma ser indenizado
- Dano moral, pelo procedimento indevido e pela nova cirurgia necessária
- Dano estético, pela cicatriz adicional — cumulável com o moral pela Súmula 387 do STJ
- Dano material, com as despesas da correção
- Lucros cessantes pelo afastamento prolongado
- Pensão do art. 950 do Código Civil, quando há perda funcional — como na retirada de órgão sadio
O que reunir
- Descrição cirúrgica das duas intervenções
- Exames de imagem anteriores, que indicam o lado correto
- Termo de consentimento, que descreve o procedimento autorizado
- Registro da marcação do sítio cirúrgico, ou a prova de que não houve
- Fotografias da evolução, quando há cicatriz
Esta resposta tem caráter informativo e trata da regra geral. Cada caso tem particularidades de fato, prova e prazo que podem mudar completamente o resultado — por isso, antes de decidir, vale uma análise da sua situação concreta.
Aconteceu com você?
A Martinhago Advocacia faz a análise inicial do seu caso sem compromisso e diz, com franqueza, o que é possível e o que não é — inclusive quando o caminho não é processo.
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