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Negativa de Seguro

Seguro de Vida Negado por Suicídio: Quando a Família Tem Direito à Indenização?

Seguro de vida negado por suicídio? Entenda seus direitos e saiba quando a família tem direito à indenização.

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O que aconteceu com o seu seguro?

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Negativa de Seguro
10/09/2025 7 min Análise jurídica
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Resumo executivo
Os pontos-chave deste artigo em 3 ideias
  • A legislação brasileira, em especial o Código Civil, estabelece algumas diretrizes sobre o pagamento de seguro de vida em casos de suicídio. É crucial entender essas regras para saber se você tem direito à indenização.
  • Atualizado conforme a Lei 15.040/2024, o novo marco legal do contrato de seguro, em vigor desde 11/12/2025. Apólices contratadas até 10/12/2025 seguem regidas pela lei vigente à época da contratação.
  • A "inexistência de premeditação" é um ponto crucial para garantir o pagamento do seguro de vida em casos de suicídio ocorridos nos dois primeiros anos do contrato. Mas o que isso realmente significa?
A seguradora negou, atrasou ou pagou menos? Quatro perguntas rápidas. No fim você vê o que costuma sustentar a contestação e qual prazo corre no seu caso.
Pergunta 1 de 4
O que aconteceu com o seu seguro?

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A negativa de um seguro de vida após o suicídio de um ente querido é uma situação delicada e complexa. Em muitos casos, a família se sente desamparada em um momento de grande dor. Mas, afinal, quando a seguradora deve pagar a indenização nesses casos? Este artigo da Martinhago Advocacia irá desmistificar esse tema, explicando seus direitos e como buscar a justiça se necessário.

O Que Diz a Lei Sobre Seguro de Vida e Suicídio?

A legislação brasileira, em especial o Código Civil, estabelece algumas diretrizes sobre o pagamento de seguro de vida em casos de suicídio. É crucial entender essas regras para saber se você tem direito à indenização.

De acordo com o artigo 120 da Lei 15.040/2024, o beneficiário não tem direito ao capital quando o suicídio voluntário do segurado ocorre antes de completados dois anos de vigência do seguro de vida. O prazo é objetivo: não se discute premeditação.

Em outras palavras, se o suicídio ocorrer após dois anos, a seguradora deve pagar a indenização normalmente. E, mesmo dentro desse período, a lei garante à família quatro coisas: a devolução da reserva matemática formada (art. 120, §5º); a nulidade de cláusula que exclua o suicídio de qualquer espécie (art. 120, §4º); a não incidência da carência quando o suicídio decorre de grave ameaça ou de legítima defesa de terceiro (art. 120, §3º); e a vedação de nova carência na renovação ou na substituição do contrato, ainda que em outra seguradora (art. 120, §2º).

Atualizado conforme a Lei 15.040/2024, o novo marco legal do contrato de seguro, em vigor desde 11/12/2025. Apólices contratadas até 10/12/2025 seguem regidas pela lei vigente à época da contratação.

O Que Significa "Inexistência de Premeditação"?

Antes de seguir, o que mudou. A tese da "inexistência de premeditação" vinha da Súmula 61 do STJ, cancelada em 2018 e substituída pela Súmula 610, que fixou o prazo de dois anos como critério objetivo — solução hoje confirmada pelo art. 120 da Lei 15.040/2024. O que vem a seguir descreve esse debate anterior e as provas que continuam úteis para discutir a voluntariedade do ato, a validade das cláusulas da apólice e a devolução da reserva matemática.

A "inexistência de premeditação" é um ponto crucial para garantir o pagamento do seguro de vida em casos de suicídio ocorridos nos dois primeiros anos do contrato. Mas o que isso realmente significa?

Premeditar significa planejar, preparar e executar um ato com antecedência. No contexto do suicídio, a premeditação implica que a pessoa já tinha a intenção de tirar a própria vida antes mesmo de contratar o seguro de vida, visando beneficiar seus familiares.

Para comprovar a inexistência de premeditação, a família pode apresentar diversos tipos de evidências, como:

  • Histórico médico do segurado, demonstrando que ele não sofria de doenças mentais preexistentes ou que estava em tratamento e seguia as orientações médicas.
  • Testemunhos de familiares e amigos que conviviam com o segurado, comprovando que ele não demonstrava sinais de ideação suicida.
  • Documentos que atestem a estabilidade financeira e emocional do segurado, como comprovantes de renda, extratos bancários e registros de atividades sociais.

É importante ressaltar que cada caso é único e deve ser analisado individualmente. A Martinhago Advocacia pode te auxiliar na coleta e apresentação dessas evidências, buscando garantir seus direitos.

Está passando por um momento difícil e precisa de ajuda? Entre em contato conosco para uma análise do seu caso.

Doenças Mentais e Suicídio: Qual a Relação?

É fundamental abordar a relação entre doenças mentais e suicídio. Muitas vezes, o suicídio é resultado de um transtorno mental não diagnosticado ou não tratado adequadamente, como depressão, transtorno bipolar ou esquizofrenia.

O ponto continua relevante, mas hoje por outro caminho. O art. 120 da Lei 15.040/2024 fala em suicídio voluntário, o que permite discutir, caso a caso, se o ato foi mesmo voluntário.

Há ainda um segundo caminho, ligado à carência. Quando a apólice prevê prazo de carência, a seguradora não pode negar o pagamento alegando estado patológico preexistente (art. 118, §4º). A exclusão por preexistência só pode ser alegada se não houve carência convencionada e se o segurado, claramente questionado, omitiu a informação de forma voluntária (art. 119, parágrafo único). Não há resultado garantido: cada caso depende da apólice, da documentação médica e da prova produzida. Consulte aqui a jurisprudência do STJ.

Como Agir Diante da Negativa da Seguradora?

Se a seguradora negar o pagamento do seguro de vida sob a alegação de suicídio, é fundamental buscar orientação jurídica especializada. A Martinhago Advocacia possui experiência em casos como este e pode te ajudar a:

  • Analisar o contrato de seguro de vida e verificar se há cláusulas abusivas ou que violem seus direitos.
  • Reunir a apólice, o histórico médico e os demais documentos necessários para discutir a cobertura, a carência e a voluntariedade do ato.
  • Negociar com a seguradora para tentar um acordo extrajudicial.
  • Ingressar com uma ação judicial para garantir o pagamento da indenização.

Lembre-se: você não está sozinho nessa! Fale conosco e lute pelos seus direitos.

O Papel da Família na Comprovação da Inexistência de Premeditação

A família desempenha um papel fundamental na comprovação da inexistência de premeditação em casos de suicídio. São os familiares que, em geral, possuem as informações e os documentos necessários para demonstrar que o segurado não tinha a intenção de tirar a própria vida antes de contratar o seguro de vida.

Além dos documentos já mencionados, a família pode apresentar outros tipos de evidências, como:

  • E-mails, mensagens de texto e outras comunicações que demonstrem o estado de espírito do segurado.
  • Fotos e vídeos que mostrem o segurado em momentos de alegria e convívio social.
  • Depoimentos de colegas de trabalho que atestem o bom desempenho profissional do segurado.

É importante que a família se organize e reúna todas as informações e documentos relevantes para apresentar à seguradora ou à Justiça.

A Importância do Acompanhamento Psicológico

A morte por suicídio é um evento traumático que pode gerar grande sofrimento para os familiares e amigos da vítima. Por isso, é fundamental buscar acompanhamento psicológico para lidar com o luto e superar a dor.

O Centro de Valorização da Vida (CVV) oferece apoio emocional e prevenção do suicídio, atendendo gratuitamente todas as pessoas que querem e precisam conversar, sob total sigilo. Você pode entrar em contato com o CVV pelo telefone 188, chat ou e-mail. Acesse o site do CVV para mais informações.

A Martinhago Advocacia se solidariza com todas as famílias que perderam um ente querido por suicídio e se coloca à disposição para auxiliar na busca por seus direitos.

Entre em contato agora mesmo com nossos especialistas!

FAQ - Perguntas Frequentes


Se o suicídio ocorrer após 2 anos do contrato, a seguradora sempre paga?

Passados os dois anos do art. 120 da Lei 15.040/2024, a cobertura é devida e a premeditação não é mais discutida. A recusa nessa situação precisa de outro fundamento, que a seguradora tem de apresentar por escrito.


O que acontece se o segurado omitiu uma doença mental preexistente?

A omissão de informações relevantes, como uma doença mental preexistente, pode ser considerada má-fé e levar à negativa do pagamento do seguro. No entanto, cada caso deve ser analisado individualmente.


É possível contestar a negativa do seguro por suicídio?

Sim, é totalmente possível e recomendável contestar a negativa do seguro, buscando orientação jurídica especializada para analisar o caso e tomar as medidas cabíveis.


Quais documentos são importantes para comprovar a inexistência de premeditação?

Histórico médico, testemunhos de familiares e amigos e documentos sobre a rotina do segurado seguem úteis — não para provar ausência de premeditação, que deixou de ser o critério, mas para discutir a voluntariedade do ato, a carência e a preexistência.


A seguradora pode investigar as causas do suicídio?

Sim. A investigação hoje se volta à data do sinistro dentro ou fora dos dois anos, à voluntariedade do ato e a eventual omissão de informação relevante na contratação, nos limites dos arts. 118 e 119 da Lei 15.040/2024.

Conclusão

A questão do seguro de vida negado por suicídio é complexa e exige uma análise cuidadosa de cada caso. É fundamental conhecer seus direitos e buscar orientação jurídica especializada para garantir que a seguradora cumpra suas obrigações.

A Martinhago Advocacia está preparada para te auxiliar em todas as etapas desse processo, desde a análise do contrato até a negociação com a seguradora ou o ingresso com uma ação judicial. Não hesite em nos contatar! Clique aqui e fale com um de nossos especialistas.

Negativa de seguro

A seguradora negou. E agora?

A recusa por escrito não encerra o caso: ela é o começo do prazo. O segurado tem um ano para acionar a seguradora na Justiça (art. 206, §1º, II do Código Civil), e o pedido administrativo suspende essa contagem até a resposta (Súmula 229 do STJ).

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Perguntas frequentes

Respostas diretas para as dúvidas mais comuns

Passados os dois anos do art. 120 da Lei 15.040/2024, a cobertura é devida e a premeditação não é mais discutida. A recusa nessa situação precisa de outro fundamento, que a seguradora tem de apresentar por escrito.
A omissão de informações relevantes, como uma doença mental preexistente, pode ser considerada má-fé e levar à negativa do pagamento do seguro. No entanto, cada caso deve ser analisado individualmente.
Sim, é totalmente possível e recomendável contestar a negativa do seguro, buscando orientação jurídica especializada para analisar o caso e tomar as medidas cabíveis.
Histórico médico, testemunhos de familiares e amigos e documentos sobre a rotina do segurado seguem úteis — não para provar ausência de premeditação, que deixou de ser o critério, mas para discutir a voluntariedade do ato, a carência e a preexistência.
Sim. A investigação hoje se volta à data do sinistro dentro ou fora dos dois anos, à voluntariedade do ato e a eventual omissão de informação relevante na contratação, nos limites dos arts. 118 e 119 da Lei 15.040/2024.
Martinhago Advocacia
Alcides Martinhago Junior
Advogado

Bacharel em Direito pela Faculdade Cidade Verde (FCV). Escreve e atende nos temas deste artigo.

Aviso legal: este conteúdo tem finalidade exclusivamente informativa e educativa, não configurando captação de clientela, oferta de serviços ou consulta jurídica personalizada, nos termos do Provimento 205/2021 e do Código de Ética e Disciplina da OAB. Cada caso deve ser analisado individualmente por um(a) advogado(a). Publicado por Martinhago Advocacia — CNPJ 43.981.975/0001-50.

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